Moradora da rua Pau D' Óleo há mais de 60 anos
O lugar onde vivo tem gente, que tem história🎨 Uma cidade, além de ter suas características demográficas, geográficas, físicas e culturais, pode ser marcada por intervenções artísticas que conferem novos sentidos ao lugar. Um exemplo disso é o projeto Cidade Quintal, que tem como objetivo aproximar os moradores dos lugares onde vivem a partir de “histórias, pessoas e expressões que ajudem a potencializar territórios e qualifiquem a paisagem da cidade”, de maneira que vejam sua cidade como quintal de casa. É o caso da pintura da figura de Maria de Lurdes num prédio residencial de Ilha do Príncipe, em Vitória (ES), onde morou, divulgada com o seguinte texto:“Apesar de valente, contam que [Maria de Lurdes] distribuía sorrisos e generosidade pelo bairro. Ficou conhecida na cidade como "Maria Tomba-homem" por enfrentar os homens que ameaçavam a ordem e faziam arruaça na região do seu bordel. A fama dessa Maria transbordava a Ilha do Príncipe, a Cinco Pontes e todas as outras pontes.Durante a imersão que fizemos no bairro, ela aparece como a figura feminina de grande destaque na memória dos mais antigos e dos mais novos, que sempre têm história para contar de algum momento que tiveram com ela ou o que ouviam falar dela. Pelos poucos registros da época, seus traços físicos eram bem marcantes, usava tecidos de chita e bijuterias. Também lemos muitos comentários sobre ela em comunidades do facebook de bairros de Vitória. (...)”👥 Quando nos deparamos com o tema “o lugar onde vivo”, podemos achar que a crônica para a Olimpíada de Língua Portuguesa deve ser um texto que fale diretamente sobre aspectos da cidade, esquecendo que a cidade é, acima de tudo, composta por gente dos mais variados jeitos e origens, que ocupa a cidade com sua presença singular. No exemplo acima, Maria de Lurdes é alguém que marcou o bairro de Ilha do Príncipe e as memórias dos moradores de uma forma tão especial que poderia ser tema de uma crônica. Mas e no caso da sua cidade, do seu bairro, professor(a)? Há figuras anônimas que fizeram ou fazem história nela e merecem ser lembradas e homenageadas, como Maria de Lurdes? Não é legal pensar que uma crônica sobre “o lugar onde vivo” pode ser também uma crônica sobre as pessoas que nele vivem e revelam diferentes facetas desse lugar?Para ver a postagem na íntegra, acesse aqui. Para mais informações sobre Cidade Quintal, acesse o site do projeto.📌 Para aprofundar-se no gênero Crônica e conhecer outras obras, (re)visite o Caderno Docente A ocasião faz o escritor, produzido pela Olimpíada de Língua Portuguesa.
Saiba mais sobre a 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa.
Para saber mais, acesse os links abaixo ou o portal escrevendoofuturo.com
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E você, aluno(a), vai analisar/ refletir/ divertir sobre a história de que pessoa ou de qual espaço do lugar onde você vive?

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